Sex, 21 Jul 201721/07/2017
18:30

Ayami Awazuhara & Christopher Burman
Conversation piece

"Just imagine this now — a future where the boring and basic trivialities of the everyday are replaced with a life full of wonder, of joy and of brilliant relaxation.”

 

'Conversation Piece' is a performative intervention with an audio piece made in collaboration with Christopher Burman, commissioned and first performed at Bob’s Pogo Bar, KW Institute for Contemporary Art Berlin in 2017.

 

 

Christopher Burman (b.1986) is an artist from Hackney, London who works across a range of media, including software, installation and writing. He originally studied Architecture at The Bartlett, UCL before co-founding SHOW DOME, an art space in London. He is also a member of STORE Projects, an association of artists and architects who work and teach together.

Ayami Awazuhara (b.1985) is from Japan and has lived in Europe since 2006. She is a current participant in the Maumaus Independent Study Programme, Lisbon, Portugal. She studied fine art at the University of Arts Berlin and was awarded UdK Meisterschülerpreis des Präsidenten 2016. She is the author of several publications among A Heart of a Stone (BOM DIA BOA TARDE BOA NOITE / 2014), the colour orange is named after the fruit orange (UdK / 2016) and others. This year she is going to have solo presentations at fAN Kunstverein, Vienna, Austria and Despacio, San José, Costa Rica.

Sex, 09 Jun 20179/06/2017
18:30

Ricardo Valentim
An exhibition in a business card page

A couple weeks ago, the day before coming back to Lisbon from New York, João Mourão and Luís Silva, our co-directors, had brunch with New York based artist Ricardo Valentim. The food was great, as was the conversation. It had been a while since they last met and they wanted to make up for that.

 

Ricardo brought with him his most recent solo exhibition, titled “An exhibition in a business card page”, in cooperation with Aaron Flint Jamison, Alejandro Cesarco, Ana Jotta, David Horvitz and Sol Lewitt. He put it on the table, next to the food and drinks, and guided João and Luís through the different works in the show. The exhibition is on view by appointment only, you see, and their brunch had just turned into an impromptu appointment to visit the exhibition.

 

João and Luís were excited by it, by its rhetorical nature, by its performativity, by its portability. What to make of such a project? What to make of a business card page, a on-the-verge-of-obsolescence mode of archiving professional (and personal) information, as the locus for an ambivalent project that riffs on the tropes of exhibition making and artwork making? They asked if Kunsthalle Lissabon could get it on a loan so they could take it with them and have it on view, by appointment only, of course, at their office in Lisbon. Ricardo agreed and passed them the folder containing the business card page and all the additional documentation that comes with an exhibition, press release and artwork list included. They then payed the bill and once on the street went separate ways. A few days later, already in Lisbon, João and Luís received a letter containing the loan release form signed and dated by Ricardo.

 

Now that all the formalities have been taken care of, Kunsthalle Lissabon is happy to announce that “An exhibition in a business card page” by Ricardo Valentim will be available for viewing, during our regular opening hours. Friday, June 9th at 18:30, Ricardo will be at Kunsthalle Lissabon to give a special tour of the exhibition to anyone who is interested.

Sab, 21 Mai 201621/05/2016
18:00

André Guedes
Lançamento do livro e leitura Equinox

Ensaios para uma Antológica é um volume monográfico que dá conta de quinze anos (de 1999 a 2014) da prática artística de André Guedes.

Os quatro esboços para antológicas que este livro apresenta foram organizados por quatro autores com percursos e interesses muito distintos e com relações também muito distintas com o ensaio enquanto formato e enquanto ferramenta. São propostas que vão desde a antológica como diálogo proposta por João Mourão e Luís Silva com André Guedes, que recusa o papel do artista enquanto simples objeto de estudo, recuperando-o como sujeito, desempenhando um papel ativo na tarefa de pensar o seu próprio trabalho, à antológica como texto performativo proposta por Pedro Neves Marques, que alinhava uma narrativa histórico-política contemporânea a partir do trabalho do artista, passando pela antológica visual de Liliana Coutinho, centrada nas possibilidades éticas e estéticas do fazer comunidade não apenas como temática mas também, e talvez sobretudo, como  modus operandi, ou finalmente pela exposição-ensaio de Chris Sharp que propõe uma leitura da obra de Guedes assente numa ideia de proximidade afetiva que o encontro entre indivíduos, estranhos ou não, potencia. Estas antológicas configuram assim visões muito distintas de um dos corpos de trabalho mais relevantes que têm vindo a ser desenvolvidos recentemente em Portugal.

Uma leitura de Equinox (2009), um texto escrito por Nathan Jones e André Guedes, constituirá o ponto de partida para uma conversa informal em torno do trabalho de André Guedes e de Ensaios para uma Antológica.

Ensaios para uma Antológica foi apoiado pelo Governo de Portugal/Secretaria de Estado da Cultura - Direção Geral das Artes (DGArtes) e pela Coleção António Cachola.

 

 

André Guedes
Ensaios para uma Antológica
Co-publicado pela Kunsthalle Lissabon e CURA.BOOKS
Editado por João Mourão e Luís Silva
Ensaios de André Guedes, Chris Sharp, João Mourão, Liliana Coutinho, Luís Silva  e Pedro Neves Marques.
Design de Pedro Nora / noradesign.net
260 páginas
Pt/Eng
300 exemplares
ISBN: 978-989-98213-4-7
€ 25,00 + embalagem e envio
para informações adicionais e encomendas info@kunsthalle-lissabon.org
Kunsthalle Lissabon é generosamente apoiada pela Foundation for the Arts Initiatives e Teixeira de Freitas, Rodrigues e Associados.

Agradecimentos: Teatro da Voz (Sílvia Real)

Sab, 23 Fev 201323/02/2013
16:00

Carla Filipe
Lançamento do livro e arquivo falado

A Kunsthalle Lissabon dá continuidade à sua atividade editorial, publicando As primas da Bulgária, livro que apresenta uma investigação conduzida por Carla Filipe em torno de jovens portugueses que foram estudar para países socialistas imediatamente após o 25 de Abril de 1974. Dada a ausência generalizada de documentação sobre o assunto, e partindo das histórias pessoais dos estudantes, e de como estes se relacionam, no presente, com essas memórias, As primas da Bulgária documenta, explora e reconstrói, de uma forma bastante idiossincrática, um episódio largamente desconhecido da história portuguesa contemporânea. O lançamento do livro contará também com Arquivo Falado, uma narrativa oral que a artista apresentará a partir da investigação levada a cabo e que, para além da publicação agora lançada, já se materializou numa exposição realizada na Kunstverein, Milão.

 

Carla Filipe nasceu em Aveiro em 1973 e vive e trabalha no Porto. Licenciada em Artes Plásticas-Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas pela mesma instituição, começou a expor no início dos anos 2000, destacando-se as seguintes exposições individuais: As primas da Bulgária, Kunstverein, Milão (2012); Um olhar periférico sobre uma cultura, London, UK e Der Vierte Raum, Bremen (2012); Bordas de Alguidar, Galeria Graça Brandão, Lisboa (2011); Experiência Flutuante - Paisagens Gráficas, Galeria Nuno Centeno, Porto (2011); Saloio, Estufa da Tapada das Necessidades, Lisboa (2011); Arquivo Surdo-Mudo, Tranzit Display, Praga (2011); O povo reunido jamais será - representações gráficas, Museu do Neo-Realismo, V. F. Xira (2010); É um espaço estranho e maravilhoso, o ar é seco, quente e insípido, Kunsthalle Lissabon, Lisboa (2010). Da sua participação em inúmeras exposições colectivas destacam-se: Redundancy, GFLK, Bad Tölz (2012); Les ateliers de Rennes (2012); Gravity & Disgrace Ep. 1, CEGAC, Santiago de Compostela (2012); Art Situacions. Una mirada prospectiva, Arts Santa Mónica, Barcelona (2012); V Bienal de Jafre (2011); Prémio EDP Novos Artistas, Museu da Electricidade, Lisboa (2011); Manifesta 8, Murcia (2010). De salientar também a sua atividade associativa no desenvolvimento e programação dos espaços alternativos da cidade do Porto. É representada pela Galeria Nuno Centeno, Porto e Galeria Graça Brandão, Lisboa.

 

A Kunsthalle Lissabon é generosamente apoiada pela Teixeira de Freitas, Rodrigues e Associados.

Qua, 23 Jan 201323/01/2013
21:30

Emily Wardill
Projeção Fulll Firearms em Espaço Nimas

A Kunsthalle Lissabon apresenta Fulll Firearms, a primeira longa-metragem de Emily Wardill. Fulll Firearms narra a história de uma mulher que constrói uma casa para albergar os fantasmas das pessoas mortas pelas armas fabricadas pela companhia de armas do seu pai. Fulll Firearms foi uma co-encomenda de If I Can’t Dance, I Don’t Want To Be Part Of Your Revolution, Serpentine Gallery e Film London’s FLAMIN Productions. Foi co-produzido por FLAMIN Productions e City Projects com o apoio do M HKA, Antuérpia, Badischer Kunstverein, Karlsruhe e FRAC Champagne-Ardenne, Reims.

Baseado na vida de Sarah Winchester e na Winchester Mystery House, Fulll Firearms apresenta a história de Imelda, uma mulher assombrada pelas vitimas das armas vendidas pela empresa do seu pai. Imelda usa a sua herança para contratar um arquiteto que constrói a casa para esses fantasmas. Quando um grupo de pessoas ocupa a casa ainda em construção, Imelda convence-se que são já os fantasmas que ela esperava. Fulll Firearms é a história de uma casa construida especificamente para desorientar os seus habitantes.

 

Emily Wardill (1977) é uma artista visual e realizadora que vive e trabalha em Londres. Uma seleção das suas exposições individuais inclui projetos no Artes, Porto (2012); Statens Museum fur Kunst, Copenhaga (2012); Badischer Kunstverein, Karlsruhe (2012); Serpentine Gallery, Londres (2012); FRAC Champagne-Ardenne, Reims (2012); Contemporary Art Museum St. Louis, St. Louis (2011); de Appel arts centre, Amesterdão (2010); The Showroom, Londres (2009); ICA, Londres (2008); Fortescue Avenue/Jonathan Viner, Londres (2005, 2006); Standard, Oslo (2008) e The Feast Against Nature, PS1 Contemporary Art Centre, Nova Iorque (2004). Participou na última edição da Bienal de Veneza e mostrou trabalho na Tate Britain, Film Festival Oberhausen, Whitechapel Art Gallery, Witte de With, nos festivais de cinema de Londres e de Nova Iorque, entre outros. Venceu o Jarman Award em 2010.

A Kunsthalle Lissabon é generosamente apoiada pela Teixeira de Freitas, Rodrigues e Associados.

Dom, 12 Fev 201212/02/2012
19:00

Nikolai Nekh
Círculo de leitura 16.02 | 08.03 | 29.03 | 19.04

"Because I still like him, I can foresee the impatience of the bad reader: this is the way I name or accuse the fearful reader, the reader in a hurry to be determined, decided upon deciding (in order to annul, in other words to bring back to oneself, one has to wish to know in advance what to expect, one wishes to expect what has happened, one wishes to expect (oneself)). Now, it is bad, and I know no other definition of the bad, it is bad to predestine one's reading, it is always bad to foretell. It is bad, reader, no longer to like retracing one's steps."

Jacques Derrida, The Post Card: From Socrates to Freud and Beyond (Chicago: The University of Chicago Press, 1987), p. 4.

O Círculo de Leitura irá reunir os leitores de três em três semanas para a discussão dos Envois - a primeira parte do livro The Post Card: From Socrates to Freud and Beyond, de Jacques Derrida.

A lotação do Círculo de leitura é limitada.

Nikolai Nekh (Slavyansk-na-Kubani, Rússia, 1985) vive e trabalha em Lisboa. Em 2009 concluiu a licenciatura de Arte e Multimédia na FBAUL. Frequentou o Programa de Estudos Independentes na Maumaus durante 2010. Exposições colectivas: Bes Revelação 2008, Museu de Serralves, Porto (2008); NEW:VISION AWARD, CPH:DOX, Copenhaga (2009); ESCAPE, Lunds konsthall, Lund (2011); Lisboa com Metáfora, Galeria Quadrum, Lisboa (2011). Exposição individual: Elefante Preto, Lisboa (2011). Residências: Zé dos Bois (Lisboa, 2010); La Belle Alliance (Metropole) (Goethe-Institut, Lisboa, 2010); What Happened to God? (Halle14, Leipzig, 2011).

Sab, 14 Jan 201214/01/2012
16:00

Elena Filipovic
Felix Gonzalez-Torres, for example apresentação

A Kunsthalle Lissabon dá continuidade ao seu programa discursivo, convidando a curadora americana Elena Filipovic, que apresentará Felix Gonzalez-Torres, for example.

Focando-se num exemplo concreto - a prática do artista Felix Gonzalez-Torres (1957-1996), e a forma como o artista curou o seu próprio trabalho em vida - a apresentação de Filipovic tentará delinear como o exemplo do artista curador pode ser instrumental na problematização de noções convencionais como "obra de arte", "curador", "exposição" ou "retrospectiva". Através da discussão em torno da recente retrospectiva Felix Gonzalez-Torres: Specific Objects without Specific Form, poderemos imaginar formas de fazer, ver e falar sobre exposições que não recorram à figura do artista-génio, do curador-autor ou da exposição como forma cristalizada e inquestionável.

 

Elena Filipovic é autora, historiadora de arte e curadora do centro de art contemporânea WIELS em Bruxelas. Foi co-curadora da 5ª Bienal de Berlim (2008), com Adam Szymczyk, e co-editora do volume The Biennial Reader: Anthology on Large-Scale Perennial Exhibitions of Contemporary Art (2010) com Marieke van Hal e Solveig Øvstebø. Foi curadora ou co-curadora de várias retrospectivas históricas, nomeadamente Marcel Duchamp: A Work that is not a Work of “Art” (2008-2009), Felix Gonzalez-Torres. Specific Objects without Specific Form (2010-2011) e Alina Szapocznikow: Sculpture Undone, 1955-1972, co-curada com Joanna Mytkowska (2011-2012). Organizou também exposições individuais de artistas como Klara Lidén, Lorna Macintyre, Melvin Moti, Tomo Savic-Gecan, e Tris Vonna-Michell, e exposições colectivas como The Other Tradition (2010), Anachronism (2007) e Let Everything Be Temporary (2007). Foi curadora do Satellite Program para artistas emergentes no Jeu de Paume, Paris (2009-2011) e tem sido, desde 2007, tutora do programa curatorial do de Appel e advisor na Rijksakademie, em Amesterdão. Publicou artigos em inúmeros catálogos e em publicações como Afterall, frieze, Kaleidoscope e Mousse.

A Kunsthalle Lissabon é uma estrutura apoiada pela Secretaria de Estado da Cultura/DGArtes (Direcção-Geral das Artes).

Ter, 29 Nov 201129/11/2011
19:00

Miguel Ferrão
Ser uma por duas, uma rádio-novela de Miguel Ferrão com a Tragédia Formiguinha da Boa Morte

A Kunsthalle Lissabon apresenta Ser uma por duas, uma rádio-novela de Miguel Ferrão com a 'Tragédia Formiguinha da Boa Morte', resultado da residência efectuada pelo artista no Centro Cultural Português - Instituto Camões, em São Tomé e Príncipe.

Ser uma por duas consistiu na construção de um acontecimento performativo difundido pela Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe, num regime de três episódios com periodicidade semanal. Tomando como referência a apresentação teatral do Tchiloli ou Tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carloto Magno (uma representação tradicional santomense, de origem difusa, caracterizada pelos seus anacronismos e versatilidade interpretativa) o objecto sonoro constituído partiu de uma conversa previamente gravada entre Miguel Ferrão e quatro actores da 'Tragédia Formiguinha da Boa Morte', um grupo local de teatro amador. Desta parceria resultou uma leitura encenada e musicada, desempenhada pelos participantes na conversa inicial, que re-apresentaram quase integralmente.

Os actores e músicos da 'Tragédia Formiguinha da Boa Morte', bem como as personagens que representam no Tchiloli, são, respectivamente: Amâncio Carvalho (Marquês de Mântua), Edlane da Costa (Conde Ganalão), Nélson Vaz (Criada), Nildo Neto (Reinaldos de Montalvão); Álvaro Neto, Célsio Trindade, Hortênsio Santana, Humberto Luís, João da Taraveira e João Amoreira.

A Kunsthalle Lissabon é um projecto financiado pela Secretaria de Estado da Cultura/DGArtes (Direcção-Geral das Artes). O projecto Ser uma por duas foi apoiado pela Embaixada Portuguesa em São Tomé e Príncipe, Instituto Camões e RTP África.

 

Miguel Ferrão nasceu em Lisboa em 1986, onde vive e trabalha. Licenciado em Pintura, pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, concluiu recentemente o Mestrado em Filosofia-Estética da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Participa, desde 2007, em diversas exposições, entre as quais Prova de Esforço, Centro de Artes Visuais, Coimbra (2011); BesRevelação 2010, Museu de Serralves, Porto (2010); Pequenos Gestos em Lugares Específicos - Junho das Artes, Óbidos (2010); Proximidade da Cópia, Espaço Avenida, Lisboa (2008) e Quinta do Gato Cinzento, Palácio de Valadares, Lisboa (2007). Desde 2010 dirige, em parceira com Eduardo Guerra, o projecto 'Musa paradisiaca', com três edições já apresentadas. Colaborou, entre 2008 e 2010, com a Galeria Zé dos Bois, enquanto assistente curatorial, nomeadamente na programação do Ciclo Kenneth Anger, na qual se inclui a exposição Estrela Brilhante da Manhã. Entre Setembro e Novembro de 2011 foi artista residente no Centro Cultural Português - Instituto Camões em São Tomé e Príncipe.

Sex, 29 Jul 201129/07/2011
19:00

Eduardo Guerra
Projeção História do tacto | Sala de leitura

A Kunsthalle Lissabon apresenta, pela primeira vez, História do tacto (2011), um projecto de Eduardo Guerra.

História do tacto acompanha, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, um grupo de estudantes coordenado por um médico especialista em doença do sono na aprendizagem do movimento específico de diagnóstico da doença: o apalpe dos gânglios linfáticos ou busca pelo winterbottom sign. O filme procura assim articular o uso do tacto no diagnóstico da doença do sono, método utilizado de modo mais comum na identificação dos sintomas desta patologia. Para tal, utiliza-se um modelo anatómico dos anos quarenta, parte do espólio do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa (IHMT).

História do tacto
16 mm, cor, s/som, 9'58''

Realização: Eduardo Guerra.
Elenco: Bruno Figueiredo, Cândida Manuel, Carina Martins, Fátima Nogueira, Jorge Seixas, Susana Ferreira.
Equipa: Eduardo Guerra, Gonçalo Pena, Leonor Guerra, Miguel Ferrão.
Montagem: Eduardo Guerra.
Laboratório: Light Film, Kodak.
Agradecimentos: Albano da Silva Pereira, Ana Paula Aguiar, André Romão, Gabriel Abrantes, Galeria ZDB, Gonçalo Pena, Ilda Soares, Inês Castaño, Jorge Seixas, Jorge Simões, Jorge Varanda, Leonor Guerra, Luísa Seixas, Luís Filipe Marto, Miguel Ferrão, Mattia Denisse, Pedro Paiva e João Maria Gusmão.

Apoios:
Com o apoio da Fundação PLMJ. Com a colaboração do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa, Light Fillm, Kodak, Deus ex-machina.

 

Eduardo Guerra (1986; Lisboa) vive e trabalha em Lisboa. Tem participado em diversas exposições das quais se destacam: Bes Revelação, Serralves, Porto (2010/11); Anti-Totem, Galeria Quadrum, Lisboa (2010); Constructing History - the future life of the past, Convento de Cristo, Tomar (2010, um projecto Kunsthalle Lissabon); Do you know about the fall?, Shoreditch town hall, Londres (2008). Em paralelo dirige, em parceira com Miguel Ferrão, o projecto editorial 'Musa paradisíaca'. Frequenta o mestrado em Filosofia-Estética pela UNL e frequentou o B.A. em Visual Arts na UEL, ao abrigo do programa Erasmus (Londres, 2009). Foi artista em residência na Galeria Zé dos Bois (Lisboa 2007) e na Summer Residency, Labor (Budapeste, 2010). Este ano irá integrar o programa de residências Capacete (Brasil) com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Sex, 19 Nov 201019/11/2010
18:00

Chto Delat?
Realism: Between Tragedy and Farse projeção e discussão

A plataforma Chto Delat? foi fundada em 2003 em São Petersburgo por um grupo de trabalho constituído por artistas, críticos, filósofos e escritores de São Petersburgo, Moscovo e Nizhny Novgorod com o objectivo de fundir teoria política, arte e activismo. Os seus membros originais são Olga Egorova/Tsaplya (artista, São Petersburgo),? Artiom Magun?(filósofo, São Petersburgo), Nikolai Oleinikov (artista, Moscovo), Natalia Pershina/Glucklya ?(artista, São Petersburgo), Alexei Penzin ?(filósofo, Moscovo), David Riff (crítico de arte, Moscovo), Alexander Skidan (poeta, crítico, São Petersburgo), Kirill Shuvalov (artista, São Petersburgo), Oxana Timofeeva (filósofa, Moscovo) e Dmitry Vilensky (artista, São Petersburgo).

A plataforma 'Chto Delat?' é coordenada por um colectivo temporário que opera sob o mesmo nome e as suas ideias estão ancoradas não só numa participação activa e investigação, por parte dos seus membros, das situações sociais e políticas actuais na Rússia, como em princípios de auto-organização e actividade colectiva. O seu trabalho recorre a uma variedade de meios para desenvolver uma visão de esquerda relativamente às agendas políticas, económicas e culturais; publicam regularmente um jornal, produzem obras de arte recorrendo ao vídeo, instalação, acções públicas e programas de rádio, contribuindo também, regularmente, para publicações, conferências e discussões.

Na Kunsthalle Lissabon, 'Chto Delat?' irá apresentar os filmes Partisan Songspiel. A Belgrade Story (2009) e The Tower: A Songspiel (2010), ambos parte de uma trilogia de musicais socialmente implicados em que o colectivo 'Chto Delat?' começou a trabalhar em 2008. Este ciclo inclui ainda o filme Perestroika Songspiel: Victory over the Coup (2008). A apresentação dos filmes será seguida por uma conversa entre os artistas e o público.

Partisan Songspiel. A Belgrade Story tem início com a representação da opressão política (expulsão) causada pela cidade de Belgrado sobre a população Roma, durante a Universiade Belgrade 2009. O filme explora também uma mensagem política mais abrangente e universal, a existência de opressores e oprimidos: neste caso concreto, o governo da cidade, os vendedores de armas e os grandes empresários versus a população mais desprotegida – operários, activistas, deficientes de guerra e minorias. Simultaneamente, o filme estabelece algo que pode ser chamado um “horizonte de consciência histórica”, representada pelo coro de “militantes mortos”, que comentam o diálogo político estabelecido entre os opressores e os oprimidos.

Filmado em Abril de 2009, The Tower: A Songspiel baseia-se em documentos verídicos da vida política e social russa bem como no conflito que se desenvolveu em torno da construção do empreendimento Okhta Center em São Petersburgo, onde a empresa de combustíveis Gazprom pretende instalar a sua sede num arranha-céus de 403 metros de altura. O arranha-céus projectado provocou um dos confrontos mais intensos entre as autoridades e a sociedade civil na história política recente na Rússia. Apesar da resistência causada por inúmeros grupos que defendem que a construção do edifício terá um impacto catastrófico na aparência da cidade, que faz parte da lista de património classificado pela UNESCO, a Gazprom conseguiu, até agora, obter todas as licenças necessárias e deu já início à primeira fase de construção do projecto. A torre da Gazprom é promovida pelas autoridades como um símbolo de uma nova, e moderna, Rússia. Como são tais símbolos produzidos? Como funciona a máquina ideológica do poder? Como são projectos destes realizados apesar da resistência dos cidadãos comuns? Estas são algumas das questões abordadas pelo filme.

 

Chto Delat? (fundado em 2003 em São Petersburgo, Rússia) tem apresentado o seu trabalho em inúmeros projectos, como The Urgent Need to Struggle, ICA, Londres (2010); Vectors of the Possible, BAK, Utreque (2010); The Idea of Communism, Volksbühne, Berlim (2010); The Beauty of Distance, 17th Sydney Biennale (2010); The Potosí Principle, Museo Reina Sofia, Madrid (2010); Morality, Witte de With, Roterdão (2010); A History of Irritated Material, Raven Row, Londres (2010); Plug In, Van Abbemuseum, Eindhoven (2009); Istanbul Biennial (2009); 4th Biennial of Moving Image, Contour Mechelen, Bélgica (2009), entre outros.

Evento apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação de Serralves, por ocasião da vinda dos artistas para a exposição Às Artes, Cidadãos!