Leonor Antunes

…then we raised the terrain so that I could see out.

La Biennale 2017
13.05.2017–26.11.2017

Para a 57ª edição da Bienal de Veneza, Leonor Antunes apresenta “...then we raised the terrain so that I could see out.” (2017), uma instalação imersiva e site-specific, composta por uma série de elementos escultóricos em couro, madeira, metal e vidro, estes últimos realizados nas oficinas de vidro de Murano. O trabalho faz referência a narrativas e episódios tanto do passado como da história recente da cidade de Veneza: desde o declínio do comércio da Sereníssima após a descoberta da América até ao trabalho do arquiteto Carlo Scarpa (1906-1978); veneziano de origem, foi através das suas estruturas e esboços experimentais de espaços de museus, universidades e cemitérios, por exemplo, que Veneza conseguiu afastar-se da crítica de se ter tornado arquitetonicamente obsoleta. Os diferentes níveis de transparência e opacidade nos materiais que Antunes usa referem-se ao pensamento do escritor francês Edouard Glissant (1928-2011) que negando o valor universal dos critérios ocidentais de conhecimento, proclama a liberdade de todos para não serem entendidos. Outra referência frequente no trabalho da Antunes é a arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992) que, tal como Carlo Scarpa, propôs, para o contexto Brasileiro, soluções alternativas para a recuperação funcional do espaço arquitetónico.

 

“...then we raised the terrain so that I could see out.” é uma co-produção da Kunsthalle Lissabon com o apoio da República Portuguesa | Cultura/DGArtes, da Ammodo, do Institut für Auslandsbeziehungen – ifa da Air de Paris, Paris, da Galeria Luísa Strina, São Paulo e da Kurimanzutto, Cidade do México.